segunda-feira, 24 de agosto de 2009

RELATÓRIOS DAS OFICINAS DOS CADERNOS DE TEORIA E PRÁTICA (TP)

Oficina TP3 – Unidade 10
Na primeira oficina do TP3, não houve grandes problemas, todos os professores cursistas se empenharam para realizar a Lição de Casa. Alguns encontraram dificuldades para aplicá-la, devido ao pouco tempo, mas todos concluíram. Quatro professores apresentaram para o grupo, explicitado suas dificuldades e o resultado obtido. No geral, gostaram das atividades e do conteúdo - gêneros textuais – das unidades 9 e 10.

Oficina TP3 – Unidade 12
No dia 26 de maio de 2009 foi desenvolvida a oficina da unidade 12, TP3. No primeiro momento fizemos as discussões sobre tipologia textual, cada cursista apresentou suas observações e dificuldades. O ponto mais interessante foi análise que alguns cursistas apresentaram sobre os tipos de textos e o quanto isto está impregnado na nossa prática pedagógica. Quando se fala em produção textual ainda se está muito vinculado a descrição, narração e dissertação. Outra questão abordada foi a dissertação expositiva e argumentativa, quase sempre não se faz esta distinção.
Durante a exposição de ideias ficou bem claro que um dos caminhos para melhorar a produção textual é o de fundamentar nossas práticas no gênero textual. Fazer com que os textos produzidos pelos alunos não tenham apenas o professor como interlocutor. Lembrou-se de quanto condicionamos nossos alunos ao tipo de texto.
Com relação ao avançando na prática, uma das maiores dificuldades quanto a sua aplicação ainda é o fator tempo. Os professores cursistas têm reclamado do excesso de atividades para um curto espaço de tempo, mas mesmo assim vêm executando as propostas.
Na proposta de atividades da oficina foram organizados três grupos para análise do texto “Composição: o salário mínimo” de Soares, conforme o roteiro estabelecido. Discutiram e apresentaram para o grande grupo suas percepções e dúvidas.
Oficina TP4 – Unidade 14
Nesta oficina discutimos a necessidade de se trabalhar melhor o processo de leitura e escritura. Nossos alunos, no geral, têm concluído o ensino fundamental sem se apropriar dessas ferramentas, a leitura e a escrita. Foram discutidos três grandes problemas: o letramento, a maneira como a língua portuguesa é trabalhada na sala de aula e a necessidade de envolver também os outros professores nesse processo.
No segundo momento, foram organizados três grupos para trabalhar o poema “Cidadezinha qualquer” de Carlos Drummond de Andrade. A partir das questões já apresentadas no Tp, os grupos elaboraram novas atividades de acordo com a realidade de cada escola. Em um dos grupos surgiu a proposta de se fazer um levantamento histórico da formação étnica do município de Palhoça. O importante nesta atividade foi o fato de fazer com que os professores cursistas (re)pensassem maneiras diferentes e mais criativas para se trabalhar a interpretação de texto.

Oficina TP4 – Unidade 16
Na oficina da unidade 16, trabalhamos a exploração textual. Por que e para que fazer perguntas sobre o texto? Como levar o aluno a ler com maior propriedade, aprendendo a identificar as ideias, as afirmações, os elementos presentes no texto. Fluiu neste momento uma boa discussão sobre o que é imprescindível para compreensão e interpretação e o quanto é importante a elaboração de questionamentos, perguntas que explore o seu conteúdo.
Na apresentação do avançando na prática observou-se uma grande participação dos cursistas, parece que os primeiros resultados do programa estão aparecendo, o envolvimento, a credibilidade foi mais contundente. Trouxeram bastantes questionamentos, a participação melhorou.
A atividade proposta nesta oficina foi desenvolvida com muito empenho, cada grupo planejou a sua aula e apresentou. Houve uma comparação entre as profissões apresentadas e as sonhadas pelos nossos alunos, segundo os professores.

Oficina TP5 – Unidade 18
A oficina da unidade 18 propôs para discussão a estilística e coerência textual. Num primeiro momento fizemos uma síntese conceitual, observamos e lemos alguns textos apresentados no Tp5 e em seguida discutimos os questionamentos, as dúvidas apresentadas pelos cursistas. Extrapolamos um pouco o horário nesta etapa, porém foi bem produtivo. Os professores propuseram bastantes atividades, houve muita troca de experiências.
Com relação à atividade proposta, os cursistas analisaram o texto publicitário em grupo e apresentaram para a turma focando bem a coerência textual. Alguns elementos no primeiro momento pareciam desconectados, mas quando foram apresentados a todos, houve uma convergência de ideias e chegou-se, apesar de algumas divergências, a um consenso. No geral, foi uma oficina bem interessante.


Oficina TP5 – Unidade 20
Na unidade 20, discutimos sobre os elementos coesivos e a lógica do texto. O que mais chamou a atenção foi o fato de que no nosso dia a dia, em sala de aula, quando se vai trabalhar a coesão, determinados conectores não recebem tanto importância. Mas, como se observou, são de extrema necessidade para a construção do texto.
Após as apresentações dos relatórios e as devidas observações, retornamos ao Tp para explicar melhor a relação lógica da negação. Na sequência, começamos a desenvolver a atividade proposta. Cada grupo recebeu algumas imagens, escolheu uma delas, e elaborou o texto solicitado, explorando frases negativas e informações sobre o produto. Para finalizar, fizemos algumas ponderações sobre o texto produzido, tiramos algumas dúvidas e concluímos a oficina.


RELATÓRIOS DAS OFICINAS INTRODUTÓRIAS

Primeira Oficina Introdutória
Nesta primeira oficina, como nenhum professor cursista havia recebido os cadernos, começamos com uma discussão a respeito do curso Gestar II, sua intencionalidade, seus objetivos, o retorno que se espera com relação à prática do professor em sala de aula e, consequentemente, a melhoria do processo ensino-aprendizagem. Foi aplicada a Dinâmica do Barbante em que cada professor, além de se apresentar para o grupo, expôs suas dificuldades e sucessos no ensino da língua. O encontro foi bem interessante, houve a participação praticamente de todos e possibilitou o conhecimento da identidade do grupo.

Segunda Oficina Introdutória
Na segunda oficina introdutória, fizemos a discussão e entendimento do Guia Geral e de todas as atividades do Programa Gestar II. A princípio os professores gostaram, participaram bastante das discussões.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Um breve comentário sobre “Língua: Vidas em Português”

O documentário “Língua – Vidas em Português” de Victor Lopes, lançado em 2004, traz uma reflexão em recortes sobre os falares (variações linguísticas) de vários povos que têm em comum a língua portuguesa. Os personagens são pessoas comuns, que vivem e fazem uso da língua no cotidiano, são povos com culturas diferentes, são anônimos, moradores de Moçambique, Portugal, Índia, França, Japão e Brasil. Há também os mediadores que são Martinho da Vila, Teresa Salgueiro, José Saramago, Mia Couto, João Ubaldo Ribeiro. Estes são personagens reconhecidos, estudiosos e dominantes da língua padrão, que discutem esse processo de aquisição e/ou apropriação de uma língua.
Observa-se que os falantes dessas regiões, protagonistas no filme, não estão interligados apenas pela língua, mas também pelas crenças, culturas e costumes, demonstrando que as variações não acontecem somente na língua, mas em todos esses aspectos. A língua se entrelaça a todo esse contexto, modificando a realidade e sendo modificada por ela. Porém, mesmo com essas interferências locais, ela mantém aspectos comuns e padronizados.
Dentro de um contexto de pós-modernidade, globalização e contemporaneidade, é importante a manutenção de um padrão da língua portuguesa para manter a sua universalidade, o que não significa a exclusão da diversidade nem da identidade dos povos falantes.
No filme há um ponto que chama a atenção, o fato de a língua não estar centrada nas novas tecnologias, (e-mail, Orkut, Blog), enfatiza-se a língua como um meio de comunicação, carregada de peculiaridades, tal como a realidade social dos protagonistas que representam a expressão de pessoas e de classes sociais menos favorecidas, remetendo-nos a uma reflexão da importância do sujeito para uma mudança da língua em um meio diverso e contrastante, sem acesso ou domínio de tecnologias.
O ensino da língua está ligado ao momento histórico e à cultura e deve inserir-se no contexto de cada povo. Não podemos nos centrar na língua padrão, mas na necessidade de seu uso com os grupos. Reconhece-se a necessidade do conhecimento da variedade padrão para a emancipação e o filme deixa clara esta idéia do acesso ao poder através da linguagem. Os protagonistas, intermediadores no documentário, fizeram uso da língua padrão para explicar o uso dos dialetos locais, e estes, embora estivessem em ambientes comuns, não usaram dialetos ou jargões locais. A apropriação da linguagem torna os falantes diferentes e iguais e possibilita maior interação entre os mesmos. Extrapola padrões, mas também incluí o sujeito na diversidade.
O papel que os escritores e a literatura desempenham depende do período histórico, da época, da cultura e das verdades vigentes. Atualmente a literatura resgata a espiritualidade, o foco no eu. Recuperam-se valores e se busca respeitar a identidade dos sujeitos e dos povos. O grande papel da literatura está sendo a representação dos dialetos. A linguagem é variada e retrata a diversidade social, cultural, histórica. Reflete a época, mas se respeita e/ou se segue a língua padrão.