quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Avaliação do Gestar II

A gramática em sala de aula: a opinião de alguns cursistas – início do programa

“Cada vez que se fala, em curso, trabalhar a gramática em sala de aula fico angustiada, pois sempre trabalhei de maneira tradicional, mas fico me questionando por que o meu aluno precisa saber determinado conteúdo gramatical da forma como tento ensinar se ele, provavelmente, não será um gramático. Por outro lado penso que se meu aluno for para outra escola como será com relação a esses conteúdos que não foram “ensinados” e “cobrados” tradicionalmente.”

“Eu costumo insistir em um assunto até perceber que os alunos conseguiram, de uma certa forma, entendê-lo. Um exemplo disso foi a abordagem do substantivo e do adjetivo. É claro que eu tenho o cuidado para que isso não chegue a exaustão, mas para mim é importante repassar / discutir um conteúdo e sentir que eles estão entendendo.”



Autoavaliação realizada em agosto

“Este curso tem proporcionado reflexões em relação a minha prática.
(...)
O meu planejamento sempre foi embasado, maior proporção na gramática normativa, hoje começo a ter uma nova visão sobre esse aspecto.
(...)
Rever meus conceitos como professora de Língua Portuguesa não é tão simples, mas aos poucos estou conseguindo organizar minhas ideias e conseguindo aplicar com maior objetividade o que está sendo proposto.”



Autoavaliação realizada no final

“Eu aprendi muito com a proposta do Gestar II. Ela veio ao encontro de muitas leituras que eu fiz durante a graduação, mas que nunca conseguira encontrar atividades que estivessem de acordo com essas teorias. Não há como negar a mudança significativa que ocorreu, e ocorrerá, em minha prática educativa...”

“Me empenhei e aproveitei ao máximo cada encontro realizado. Estudei os módulos, realizei os exercícios, aproveitei muitas atividades dos módulos, enfim, só estudando e lendo para darmos conta de nossas falhas. Meus próximos planejamentos anuais com certeza terão como base essas propostas dos módulos.”



O conteúdo do Gestar II despertou seu interesse? Por quê?

“Sim. Há muito tempo andava insatisfeita com o modo como vinha ministrando as aulas.”

“Sim, pois havia uma necessidade de um trabalho voltado ao trabalho com os textos, envolvendo professores de outras escolas, com interesses comuns e que auxiliasse o fazer diário do professor.”



O Gestar II contribuiu para que você, na prática em sala de aula, desencadeasse um processo educacional autônomo e contextualizado.

“Através da proposta do Gestar II não há como não (re)pensar a prática educativa.”

“Sim. O Gestar ofereceu a oportunidade de trabalhar os textos de forma contextualizada.”

“Sim ... a minha metodologia de trabalho foi modificada.”

“Sim, foi um pouco difícil, pois os alunos não estavam acostumados a esse sistema.”
Projeto "A hora do conto" (professora Ivanir Cruzeta)
Algumas produções dos alunos
Etapas de Formação

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Gestar II - Professores Cursistas - Palhoça/SC

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Projeto " Leitura e vida, como tornar um vício?" ( profª Elizabete Defreyn)

A partir da contação e/ou leitura de contos de fadas, os alunos são incentivados a dar novas versões às histórias, como o exemplo abaixo:


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

RELATÓRIOS DAS OFICINAS DOS CADERNOS DE TEORIA E PRÁTICA (TP)

Oficina TP3 – Unidade 10
Na primeira oficina do TP3, não houve grandes problemas, todos os professores cursistas se empenharam para realizar a Lição de Casa. Alguns encontraram dificuldades para aplicá-la, devido ao pouco tempo, mas todos concluíram. Quatro professores apresentaram para o grupo, explicitado suas dificuldades e o resultado obtido. No geral, gostaram das atividades e do conteúdo - gêneros textuais – das unidades 9 e 10.

Oficina TP3 – Unidade 12
No dia 26 de maio de 2009 foi desenvolvida a oficina da unidade 12, TP3. No primeiro momento fizemos as discussões sobre tipologia textual, cada cursista apresentou suas observações e dificuldades. O ponto mais interessante foi análise que alguns cursistas apresentaram sobre os tipos de textos e o quanto isto está impregnado na nossa prática pedagógica. Quando se fala em produção textual ainda se está muito vinculado a descrição, narração e dissertação. Outra questão abordada foi a dissertação expositiva e argumentativa, quase sempre não se faz esta distinção.
Durante a exposição de ideias ficou bem claro que um dos caminhos para melhorar a produção textual é o de fundamentar nossas práticas no gênero textual. Fazer com que os textos produzidos pelos alunos não tenham apenas o professor como interlocutor. Lembrou-se de quanto condicionamos nossos alunos ao tipo de texto.
Com relação ao avançando na prática, uma das maiores dificuldades quanto a sua aplicação ainda é o fator tempo. Os professores cursistas têm reclamado do excesso de atividades para um curto espaço de tempo, mas mesmo assim vêm executando as propostas.
Na proposta de atividades da oficina foram organizados três grupos para análise do texto “Composição: o salário mínimo” de Soares, conforme o roteiro estabelecido. Discutiram e apresentaram para o grande grupo suas percepções e dúvidas.
Oficina TP4 – Unidade 14
Nesta oficina discutimos a necessidade de se trabalhar melhor o processo de leitura e escritura. Nossos alunos, no geral, têm concluído o ensino fundamental sem se apropriar dessas ferramentas, a leitura e a escrita. Foram discutidos três grandes problemas: o letramento, a maneira como a língua portuguesa é trabalhada na sala de aula e a necessidade de envolver também os outros professores nesse processo.
No segundo momento, foram organizados três grupos para trabalhar o poema “Cidadezinha qualquer” de Carlos Drummond de Andrade. A partir das questões já apresentadas no Tp, os grupos elaboraram novas atividades de acordo com a realidade de cada escola. Em um dos grupos surgiu a proposta de se fazer um levantamento histórico da formação étnica do município de Palhoça. O importante nesta atividade foi o fato de fazer com que os professores cursistas (re)pensassem maneiras diferentes e mais criativas para se trabalhar a interpretação de texto.

Oficina TP4 – Unidade 16
Na oficina da unidade 16, trabalhamos a exploração textual. Por que e para que fazer perguntas sobre o texto? Como levar o aluno a ler com maior propriedade, aprendendo a identificar as ideias, as afirmações, os elementos presentes no texto. Fluiu neste momento uma boa discussão sobre o que é imprescindível para compreensão e interpretação e o quanto é importante a elaboração de questionamentos, perguntas que explore o seu conteúdo.
Na apresentação do avançando na prática observou-se uma grande participação dos cursistas, parece que os primeiros resultados do programa estão aparecendo, o envolvimento, a credibilidade foi mais contundente. Trouxeram bastantes questionamentos, a participação melhorou.
A atividade proposta nesta oficina foi desenvolvida com muito empenho, cada grupo planejou a sua aula e apresentou. Houve uma comparação entre as profissões apresentadas e as sonhadas pelos nossos alunos, segundo os professores.

Oficina TP5 – Unidade 18
A oficina da unidade 18 propôs para discussão a estilística e coerência textual. Num primeiro momento fizemos uma síntese conceitual, observamos e lemos alguns textos apresentados no Tp5 e em seguida discutimos os questionamentos, as dúvidas apresentadas pelos cursistas. Extrapolamos um pouco o horário nesta etapa, porém foi bem produtivo. Os professores propuseram bastantes atividades, houve muita troca de experiências.
Com relação à atividade proposta, os cursistas analisaram o texto publicitário em grupo e apresentaram para a turma focando bem a coerência textual. Alguns elementos no primeiro momento pareciam desconectados, mas quando foram apresentados a todos, houve uma convergência de ideias e chegou-se, apesar de algumas divergências, a um consenso. No geral, foi uma oficina bem interessante.


Oficina TP5 – Unidade 20
Na unidade 20, discutimos sobre os elementos coesivos e a lógica do texto. O que mais chamou a atenção foi o fato de que no nosso dia a dia, em sala de aula, quando se vai trabalhar a coesão, determinados conectores não recebem tanto importância. Mas, como se observou, são de extrema necessidade para a construção do texto.
Após as apresentações dos relatórios e as devidas observações, retornamos ao Tp para explicar melhor a relação lógica da negação. Na sequência, começamos a desenvolver a atividade proposta. Cada grupo recebeu algumas imagens, escolheu uma delas, e elaborou o texto solicitado, explorando frases negativas e informações sobre o produto. Para finalizar, fizemos algumas ponderações sobre o texto produzido, tiramos algumas dúvidas e concluímos a oficina.